Lula e Flávio se mantêm na liderança, enquanto Caiado e Zema patinam; aprovação do Governo tem discreta evolução
Durante as quatro semanas após a oficialização de Ronaldo Caiado como pré-candidato do PSD à Presidência da República, pouca coisa mudou na corrida presidencial. Nem o ex-governador de Goiás nem os demais adversários da chamada 3ª via conseguiram crescer a ponto de ameaçar o predomínio do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto.
No voto espontâneo, o número de indecisos segue inalterado (30%). No cenário estimulado em que é possível comparar a atual pesquisa com o levantamento BTG/Nexus de março, Lula se manteve com 41%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou dentro da margem de erro, recuando de 38% para 36%. Quem mais cresceu, também dentro da margem, foi Renan Santos, que foi de 2% para 4% das intenções de voto.
Na principal simulação de 2º turno, Lula se manteve com os mesmos 46% da rodada anterior, enquanto Flávio oscilou de 46% para 45%, caracterizando um empate técnico. Já a rejeição, ou seja, o total de eleitores que dizem não votar em determinado candidato de jeito nenhum, agora ficou numericamente empatada, ambos com 48% (há quatro semanas, a rejeição a Lula estava em 49%).
Também com variações dentro da margem de erro da pesquisa (2pp, para mais ou para menos), a aprovação do Governo Lula melhorou. A taxa de aprovação oscilou de 45% para 46%, enquanto a de desaprovação recuou de 51% para 49%. Com isso, o saldo negativo do atual presidente saiu de -6pp para -3pp.
A pesquisa também investigou o nível de endividamento dos brasileiros: 59% dos entrevistados afirmaram possuir alguma dívida. Além disso, a partir de uma cesta de nove itens — que inclui contas, serviços e produtos —, metade dos eleitores relatou ter hoje mais dificuldade de consumo em comparação com o governo anterior, que terminou em dezembro de 2022. Essa percepção abrange desde a compra de itens como roupas, celulares e medicamentos até o pagamento de contas e a compra de alimentos.
Esse cenário tem forte impacto no comportamento eleitoral. Entre os que dizem ter pouca ou nenhuma dificuldade de consumo atualmente – sempre na comparação com o governo anterior –, há uma preferência significativamente maior por Lula em um eventual 2º turno contra Flávio Bolsonaro. Por outro lado, entre os que percebem maior dificuldade para comprar e pagar contas hoje, a preferência se concentra mais em Flávio Bolsonaro.
A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.028 pessoas entre os dias 24 e 26 de abril. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01075/2026.
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