Serviços em 2022 são mais bem avaliados pelos homens; já as mulheres enxergam melhora, principalmente na saúde, em 2026
A percepção de homens e mulheres quanto à qualidade dos serviços de saúde e segurança no país em 2026 são diferentes, mostra a nova rodada de pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda (3). Enquanto as mulheres enxergam melhora na saúde em comparação com 2022, os homens pensam o contrário. Na segurança, apesar dos dois grupos concordarem que a situação era melhor quatro anos atrás, há uma grande diferença percentual entre eles.
Mulheres percebem mais avanços na saúde
Quando o assunto é acesso e qualidade dos serviços de saúde, 43% dos brasileiros avaliam que a situação é melhor agora do que em 2022, enquanto 36% pensam o contrário. Os que acreditam que não houve diferença somam 17% e 4% não responderam.
Entre as mulheres, quase metade (47%) ve melhora nos serviços em 2026 em comparação a 4 anos atrás. Outras 33% acreditam que a situação era melhor em 2022. A resposta “está igual” foi citada por 17% e as indecisas somaram 3%.
Invertendo os cenários, 39% dos homens afirmam que a saúde era melhor em 2022, contra 37% que enxergam o setor melhor atualmente. Outros 18% acham que o acesso e os serviços continuam iguais e 5% não opinaram.
Homens veem mais atraso na segurança pública
Quando o tópico é segurança pública, 47% dos brasileiros se sentiam mais seguros em 2022 contra 32% que veem a melhora da segurança em 2026. Outros 17% consideram que permanece igual e 4% não souberam ou não responderam.
Entre os homens, chega a 52% a parcela que considera que a segurança pública e familiar era superior em 2022. Apenas 27% acham que a situação melhorou esse ano em comparação a quatro anos atrás, uma diferença de 25 pontos percentuais. A parcela que vê estabilidade é de 17%, e 5% não responderam.
Apesar da parcela de mulheres que consideram que a segurança pública era melhor no último governo (42%) ainda ser maior do que a de mulheres que sentem que a segurança pública está melhor agora (37%), a avaliação é consideravelmente mais equilibrada, com margem de apenas 5 pontos percentuais. A percepção de que não houve mudanças é a mesma dos homens, de 17%, e 4% não responderam.
“A diferença de gênero na avaliação da saúde e segurança pública no Brasil mostra que a percepção sobre esses dois tópicos não é homogênea”, destaca o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski. “Na área da saúde, por responderem historicamente pela gestão do cuidado familiar, as mulheres tendem a reconhecer avanços de forma mais sensível do que os homens. Já na segurança, a percepção de eficácia do Estado opera sob recortes distintos, exigindo que políticas públicas e gestores olhem para esses gargalos com estratégias focadas e segmentadas”, completa.
A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.002 pessoas entre os dias 31 de julho e 02 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
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