Brasileiros classificados como “não polarizados” fogem das convicções ideológicas e dividem preferência no desempenho temático, com leve vantagem para o atual presidente
Os eleitores classificados como “não polarizados”, grupo que representa 20% de todo o eleitorado brasileiro, desempenham papel decisivo na corrida presidencial. Longe das convicções ideológicas das bases fiéis, esse segmento avalia os candidatos pelo desempenho temático, dividindo suas preferências entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao longo das seis áreas estratégicas de governo.
Com base nos dados contidos na pesquisa o comportamento desse contingente de 20% do eleitorado distribui-se da seguinte maneira nas seis pautas analisadas:
- Desigualdade Social e Pobreza: É a maior vantagem de Lula no segmento. O atual presidente atinge 53% da preferência dos não polarizados, contra 30% de Flávio Bolsonaro (12% “Nenhum”, 1% “Ambas” e 4% NS/NR).
- Educação: Liderada com folga por Lula, que registra 49% de menções entre os não polarizados, contra 37% apontados para Flávio Bolsonaro (9% “Nenhum”, 0% “Ambas” e 5% NS/NR).
- Saúde pública: Lula também se mantém à frente no grupo, sendo escolhido por 47% dos eleitores não polarizados, enquanto Flávio Bolsonaro soma 36% (11% “Nenhum”, 0% “Ambas” e 5% NS/NR).
- Inflação e Custo de Vida: Registra um cenário de acirramento e equilíbrio. Lula aparece numericamente à frente com 43% da preferência desse contingente, seguido de perto por Flávio Bolsonaro com 41% (11% “Nenhum”, 1% “Ambas” e 4% NS/NR).
- Combate à Corrupção: Flávio Bolsonaro assume a liderança no segmento, sendo apontado por 40% dos não polarizados, ante 34% que preferem Lula. Destaca-se a alta taxa de ceticismo na pauta, com 20% optando por “Nenhum” (2% “Ambas” e 6% NS/NR).
- Segurança Pública: Representa a maior vantagem de Flávio Bolsonaro entre os não polarizados. O senador atinge 53% da preferência do grupo para combater a criminalidade, superando Lula, que fica com 32% (10% “Nenhum”, 0% “Ambas” e 5% NS/NR).
“Os 20% de eleitores não polarizados funcionam como a balança da eleição presidencial”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. “Eles não compram o pacote fechado de nenhuma das duas candidaturas: confiam majoritariamente em Lula para garantir a proteção social, a saúde e a educação, mas migram com clareza para Flávio Bolsonaro quando a pauta se volta para a segurança pública e o combate à corrupção”, conclui.
A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.005 pessoas entre os dias 28 e 30 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
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