Homens de maior escolaridade lideram críticas à classe política e às instituições

estudos divulgados

A insatisfação direcionada especificamente à classe política e aos poderes constituídos — englobando políticos em geral, o Supremo Tribunal Federal (STF)/Poder Judiciário, Congresso Nacional (Deputados e Senadores) e a Presidência da República — é apontada por 13% do eleitorado brasileiro como o principal problema do país. Os dados da pesquisa BTG/Nexus revelam que o sentimento de descrédito institucional atinge o dobro da intensidade entre os homens e registra seu ápice regional no bloco Norte/Centro-Oeste.

De acordo com o detalhamento contido na pesquisa, o perfil dos eleitores que apontam a classe política como o maior gargalo nacional organiza-se da seguinte forma:

  • Disparidade por Gênero: Os homens apresentam uma rejeição à classe política exatamente duas vezes superior à registrada entre as mulheres (18% contra 9%)

  • Destaque Regional: A Região Norte/Centro-Oeste lidera isoladamente a indicação da classe política e das instituições como o maior mal do Brasil, atingindo 19% das menções. Na sequência aparecem o Sul (15%), o Sudeste (12%) e o Nordeste (10%).
  • Jovens e Idosos: Na análise por faixa etária, a crítica ao establishment político atinge seus maiores níveis entre os jovens de 16 a 24 anos (16%) e no segmento sênior com mais de 60 anos (15%), superando as faixas intermediárias de 25 a 40 anos (11%) e de 41 a 59 anos (13%).
  • Escolaridade e Renda: A cobrança sobre as instituições avança com a escolarização. Entre os eleitores com Ensino Superior, 16% veem a classe política como o problema central, ante 13% no Ensino Médio e 11% no Ensino Fundamental. Por renda, a pauta registra 16% na faixa de 2 a 5 salários mínimos e 14% no topo (mais de 5 S.M.), recuando para 10% na base de até 1 salário mínimo.
  • Religião e Trabalho: Eleitores sem religião (16%) e praticantes de outras religiões (16%) lideram o descontentamento com a política, seguidos por católicos (14%) e evangélicos (11%). No mercado de trabalho, trabalhadores da PEA informal somam 16% e da PEA formal registram 14%, enquanto desocupados marcam 10%.
  • Porte Urbano: A crítica à representação política se mantem homogênea no território, marcando 14% nas Regiões Metropolitanas, 13% nas Capitais e 13% no Interior.

.”O fato de a crítica ao establishment atingir quase um quinto dos eleitores no Norte/Centro-Oeste e ser duas vezes mais intensa entre os homens demonstra onde o discurso antissistema encontra terreno fertilizado. É um contingente que se distancia da política tradicional e exige posturas de reforma profunda no funcionamento dos Poderes”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.002 pessoas entre os dias 04 e 07 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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