36% dos eleitores apontam piora na segurança por influência do governo, aponta BTG/Nexus

estudos divulgados

Desgaste é mais intenso entre evangélicos, trabalhadores formais e eleitores de maior renda e escolaridade, com Sul e Sudeste entre as regiões mais críticas

A percepção sobre a evolução da Segurança Pública no país desde 2023 consolida a pauta como uma das áreas de maior vulnerabilidade para o governo federal. Segundo os dados da pesquisa BTG/Nexus, 36% dos eleitores brasileiros afirmam que a segurança na sua vida e de sua família piorou por influência direta do governo Lula, enquanto apenas 21% registram melhora atribuída às ações da gestão federal. Outros 29% avaliam que a situação está igual, 8% viram piora sem responsabilidade governamental e 3% sentiram melhora por outros fatores (2% NS/NR).

Os dados inéditos expõem um desgaste disseminado no eleitorado urbano, de média/alta renda e no mercado formal:

  • Onde a cobrança ao Governo Federal é mais alta: A percepção de que a segurança piorou por culpa do governo atinge seus patamares mais elevados na Região Sul (41%), entre eleitores com Ensino Superior (41%), trabalhadores da PEA formal (41%), na faixa de renda superior a 5 salários mínimos (40%), entre os homens (40%), eleitores com Ensino Médio (40%) e moradores do Sudeste (39%). No segmento evangélico, 42% responsabilizam o governo pela piora na área.

  • Resistência no Mercado de Trabalho: Entre os trabalhadores formalizados (PEA formal), mais do que o dobro atribui piora ao governo federal (41%) em comparação aos que relatam melhora (19%). No segmento dos desocupados, a sensação de degradação geral atinge seu pico: 35% culpam a gestão federal e 21% veem piora por outros motivos, somando 56% de percepção de aumento da insegurança.
  • Regiões de Maior Equilíbrio: A aprovação às ações de segurança do governo atinge seus melhores índices no Norte/Centro-Oeste (29% melhorou por infl. do gov vs. 31% piorou) e no Nordeste (27% melhorou vs. 32% piorou).
  • Cortes por Gênero e Escolaridade: As mulheres registram uma avaliação ligeiramente mais benévola do que os homens, com 24% apontando melhora governamental (contra 33% de piora). No Ensino Fundamental, registra-se o cenário de maior paridade do levantamento (27% melhorou por ação do governo contra 28% piorou).

“A segurança pública firma-se como um dos principais vetores de insatisfação popular com a administração federal”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. “O fato de 36% da população atribuir diretamente ao governo a piora nas condições de segurança do seu cotidiano revela que o combate à criminalidade é percebido como um ponto de atenção da gestão.”

A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.003 pessoas entre os dias 11 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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