O tema é o que soma maior desconhecimento entre alguns segmentos da população, como brasileiros maiores de 60 anos (19%) e que ganham até 1 salário mínimo (17%).
A nova rodada de pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda (14), aponta que 31% dos eleitores brasileiros atribuem ao governo federal a melhora no acesso ao crédito e financiamentos desde 2023. Outros 22% culpam o governo pela piora no acesso e 26% consideram que a situação não mudou nos últimos três anos. Outros 5% viram piora sem influência do governo e 4% melhora sem interferência de Lula. A taxa de brasileiros que não souberam ou não responderam chegou a 10%.
A análise segmentada da pergunta mostra que políticas de crédito implementadas pelo governo federal, como o programa Desenrola e incentivos bancários, são vistas como parte das responsáveis pela melhora no acesso ao crédito de brasileiros de todas as faixas de renda.
Entre quem recebe de 1 a 2 salários mínimos, 34% consideram que o acesso a créditos e financiamento melhorou por conta do governo, contra 22% que acreditam que piorou. Acima de 5 salários mínimos foram 31% vs. 25%. A mesma coisa pode ser observada entre quem ganha de 2 a 5 salários mínimos (32% vs. 22%) e até 1 salário mínimo (27% vs. 20%). No mercado de trabalho, a avaliação favorável ao governo supera a negativa na PEA formal (31% a 26%), na PEA informal (30% a 25%) e entre a população inativa (Não PEA, 32% a 17%).
No Nordeste, chegaram a 40% a parcela que atribuiu a melhora no acesso a créditos e financiamento ao governo do presidente Lula. Percentual alto também entre eleitores sem religião (37%), católicos (34%), pessoas de 41 a 59 anos (34%) e eleitores com Ensino Fundamental (34%). As mulheres também relatam maior percepção de melhora por ação do governo do que os homens (33% a 30%).
Já a percepção de que o governo dificultou o acesso ao crédito atinge seu pico nas faixas etárias intermediárias (25 a 40 anos, com 30% de piora), entre os eleitores evangélicos (28% piorou vs. 24% melhorou), na Região Sul (28% piorou vs. 19% melhorou), entre os homens (27%) e na faixa com Ensino Superior (27%).
O tema do crédito é o que apresenta maior taxa de desconhecimento em alguns segmentos da população: 19% dos maiores de 60 anos não quiseram ou não souberam responder a pergunta. Entre eleitores que ganham até 1 salário mínimo, o índice chegou a 17% e 15% entre a população inativa (Não PEA) e eleitores com Ensino Fundamental.
“O saldo positivo de nove pontos no acesso ao crédito mostra que programas de renegociação de dívidas e estímulo ao microcrédito surtiram efeito na percepção de parcelas importantes da base da pirâmide e no Nordeste”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. “Contudo, a alta taxa de não resposta, que bate quase 20% entre idosos e na faixa de menor renda, indica que o tema do financiamento e crédito bancário ainda é uma realidade distante do cotidiano financeiro de milhões de brasileiros, que operam à margem do sistema bancário tradicional ou que estão focados na sobrevivência básica do custo de vida.”
Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.003 pessoas entre os dias 11 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
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