O reconhecimento do impacto do governo federal na melhora na educação atinge os maiores índices na região Nordeste, entre as mulheres, na base de renda e no eleitorado de menor escolaridade
A percepção sobre o impacto do governo federal na área de Educação desde 2023 consolidou um saldo amplamente favorável à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, configurando um dos melhores desempenhos do governo entre as pautas sociais. Segundo a nova rodada de pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda (14), 37% dos eleitores brasileiros afirmam que a educação na sua vida e de sua família melhorou por influência direta do governo federal, abrindo doze pontos de vantagem sobre os 25% que relatam piora atribuída à gestão. Outros 25% consideram que a situação permanece igual, 5% viram piora sem culpa do governo e 4% registraram melhora por fatores independentes (4% NS/NR).
O detalhamento dos dados da BTG/Nexus expõe forte ressonância do tema no Nordeste, entre as mulheres, na base de renda e no eleitorado de menor escolaridade:
>> Onde o governo conquista as maiores vantagens: o reconhecimento ao impacto do governo federal na educação atinge o ápice na região Nordeste (55% dizem que melhorou por influência do governo, enquanto 15% consideram que piorou), entre pessoas com Ensino Fundamental (47% vs. 17%), na população inativa (45% vs. 17%), no segmento sem religião (44% vs. 18%), na faixa de renda de até 1 salário mínimo (44% vs. 16%) e entre eleitores de 1 a 2 salários mínimos (41% vs. 22%). O governo também mantém expressiva vantagem entre o eleitorado feminino (40% vs. 22%) e entre os católicos (40% vs. 21%).
>> Fronteiras de resistência: o governo enfrenta saldo negativo na área educacional na região Sul (22% consideram que a educação melhorou por ação do governo, enquanto 33% dizem que piorou) e no eleitorado evangélico (28% vs. 34%). A avaliação negativa também supera ligeiramente a positiva no mercado de trabalho formal (PEA formal, 30% vs. 32%), entre eleitores com Ensino Superior (28% vs. 30%) e no estrato de renda superior a 5 salários mínimos (30% vs. 31%).
>> Análise por mercado de trabalho: enquanto a PEA formal manifesta ceticismo (30% consideram que melhorou e 32%, que piorou), a PEA informal indica aprovação clara (38% melhorou vs. 24% piorou). Entre os desocupados, 34% apontam melhora promovida pelo governo federal, ante 28% que atribuem piora à gestão.
>> Idade e porte urbano: a aprovação às políticas educacionais do governo cresce com a idade, registrando 39% de melhora entre idosos de mais de 60 anos (contra 20% de piora) e 38% na faixa de 41 a 59 anos (contra 26%). Na faixa de 16 a 24 anos, 33% apontam melhora por ação do governo e 27% veem piora. Por tipo de município, o Interior lidera o reconhecimento positivo (38%, contra 25% que relatam piora por influência do governo), seguido pelas Capitais (36% vs. 24%).
“A Educação reafirma-se como uma das marcas mais sólidas do governo federal, garantindo um saldo positivo expressivo de doze pontos na média nacional”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. “O impacto favorável das políticas educacionais é percebido com especial intensidade no Nordeste, entre as mulheres e na base da pirâmide socioeconômica. Contudo, a resistência observada na classe média de Ensino Superior e entre os trabalhadores formais mostra que o desafio da qualidade do ensino e da conexão da educação com o mercado de trabalho qualificado continua sendo uma cobrança viva nos grandes centros e nas regiões de maior renda.”
A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.003 pessoas entre os dias 11 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
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