O estudo Pulso 2026/2027, realizado por empresas especializadas em influência corporativa e inteligência de dados da FSB Holding, mapeou as vozes mais influentes de 21 setores estratégicos do país
42% das que movem ponteiros são lideranças corporativas; o restante são especialistas e creators
São Paulo, agosto de 2026 – A era em que a influência digital era mensurada prioritariamente pelo alcance bruto, engajamento superficial e volume de seguidores perdeu centralidade nas grandes corporações. O estudo inédito Pulso 2026/2027 – Influência Digital e Liderança, desenvolvido pela consultoria de influência reputacional DECK em parceria com a empresa de inteligência analítica Nexus, pertencentes à FSB Holding, revelou uma mudança estrutural no mercado: na economia real, a autoridade técnica e reputacional tornaram-se os principais ativos de valor e motores que ajudam a impulsionar negócios.
Criado para superar as “métricas de vaidade” e orientar decisões de conselhos de administração e comitês executivos, o levantamento, com dados coletados entre março e junho deste ano, mapeou quem realmente constrói legitimidade e direciona tendências nos 21 setores mais estratégicos do PIB brasileiro, do agronegócio à inteligência artificial, destacando as 30 vozes mais influentes de cada setor.
A ascensão do “executive advocacy’ e da educação utilitária
Os dados mostram a consolidação do executive advocacy: 42% das vozes que influenciam o mercado são executivos da alta liderança. O relatório aponta, ainda, que a humanização dos líderes corporativos deixou de ser um projeto institucional acessório para se tornar um ativo estratégico indispensável de proteção de imagem e precificação de valor de mercado.
Além disso, o entretenimento puro deu lugar à educação utilitária. Conteúdos com maior poder de conversão e engajamento qualificado são aqueles ancorados em análises profundas, visões de bastidores operacionais, resolução de dores do setor e fundamentação técnica.
“Saímos definitivamente da era do pleno awareness e das ‘dancinhas’ para um modelo focado em resultados efetivos, conversão e sustentação reputacional. O que vemos é a maturação do marketing de influência, que agora é uma estratégia central que move os ponteiros do negócio”, aponta Alexandre Loures, sócio-controlador e líder da Área Privada da FSB Holding.
Para Pollyana Miranda, sócia-diretora e CEO da DECK, está cada vez mais claro que “nem toda audiência produz influência, mas toda influência relevante produz reputação”. Em um cenário de fragmentação da atenção e excesso de ruído, “a reputação consolidou-se como o ativo competitivo mais valioso das organizações”, complementa.
Geografia da influência e neutralidade política
O eixo São Paulo-Rio de Janeiro concentra a maior parte das vozes mapeadas, mas o estudo Pulso 2026/2027 também identificou a emergência de fortes polos regionais de autoridade. O Sul se destaca como polo de liderança no Agronegócios, Educação e Varejo, por exemplo.
Outra descoberta crucial é a adoção da neutralidade política como estratégia de gestão de risco: 85% dos perfis corporativos e técnicos analisados mantêm baixa polarização, evitando pautas ideológicas para focar estritamente na pauta técnica. A única exceção relevante ocorre no setor de Educação, onde temas ideológicos e culturais ainda permeiam os debates.
Faça download aqui link do estudo completo com a lista das 30 vozes mais influentes dos 21 setores mapeados.
Metodologia: tecnologia e curadoria humana
A amostra total do estudo reuniu dois mil nomes, sendo 630 nomes selecionados, com as 30 vozes mais influentes de cada um dos 21 setores mais estratégicos do PIB brasileiro.
Os dados, coletados entre março e junho de 2026, abrangeram os seguintes setores: agronegócio, água, alimentos, automotivo, bebidas, combustível, construção e Incorporação, educação, empreendedorismo, energia, indústria farmacêutica, finanças, indústria química, inteligência artificial, logística, marketing e publicidade, saúde, seguros, telecomunicações, turismo e varejo.
Para identificar influência sob a perspectiva reputacional, considerando simultaneamente relevância técnica, capacidade de mobilização, legitimidade institucional e presença digital, a metodologia ocorreu em três etapas complementares: validação analítica, tecnologia e inteligência artificial, e curadoria e inteligência humana.
Validação Analítica: avaliação quantitativa considerando taxa de engajamento real, frequência, alcance e consistência temática.
Tecnologia e Inteligência Artificial: mapeamento qualitativo de convergência usando múltiplos LLMs.
Curadoria e Inteligência Humana: avaliação editorial com olhar para seis dimensões: afinidade, volume, engajamento qualificado, conteúdo, reputação e influência real.
Sobre a Nexus
A Nexus é a unidade de inteligência de dados, pesquisa de opinião e análises preditivas da FSB Holding. Integra ciência de dados, inteligência artificial e interpretação humana para produzir diagnósticos reputacionais e apoiar tomadas de decisão complexas no setor público e privado.
Informações à imprensa
Rosana Duda – rosana.duda@loures.com.br
Vinicius Oliveira – vinicius.oliveira@loures.com.br
Rodrigo Caetano: (61) 99961-3021
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