Aliança feminina: mulheres são as principais propulsoras do crescimento profissional de outras mulheres

estudos divulgados
Levantamento com lideranças femininas mostra que 41% delas contaram com mais apoio de outras mulheres do que de homens para crescer na carreira. Além disso, três em cada quatro mulheres precisaram abrir mão do autocuidado para ascender profissionalmente

Mulheres são as maiores propulsoras das carreiras de outras mulheres, mostra a pesquisa inédita “Alianças masculinas e a liderança das mulheres: além do discurso”, feita pela Todas Group e pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados com mulheres em cargos de liderança. Perguntadas sobre quem mais as apoiou ao longo da carreira, quatro em cada 10 entrevistadas (41%) disseram que tiveram ajuda majoritariamente feminina para crescer profissionalmente.

O percentual é ainda maior nas áreas de marketing, publicidade e comunicação (56%) e educação e treinamento corporativo (53%). A percepção de que tiveram mais ajuda de mulheres do que de homens também ficou acima da média no grupo de profissionais de 25 a 40 anos (48%) e entre as que estão em cargos de especialista ou analista (48%).

Em contrapartida, 14% das entrevistadas disseram ter recebido apoio principalmente de homens. Esse número é maior entre as que estão em cargos de presidente, vice-presidente, CEO ou sócia (20%) e diretora ou head de área (18%), entre mulheres na faixa etária de 41 a 59 anos (18%) e entre as que trabalham na indústria (20%).

Outras 29% não notaram diferença entre o apoio de homens e mulheres e dizem que foram ajudadas igualmente por pessoas dos dois sexos. Neste recorte, os percentuais são maiores entre mulheres de 18 a 24 anos (39%), amarelas/indígenas (39%), que trabalham no mercado financeiro e serviços bancários (38%) e que estão nos cargos de diretora ou head de área (36%).

Por fim, 13% das entrevistadas disseram que não tiveram apoio relevante de ninguém para subir na carreira, enquanto 3% não souberam responder se foram mais apoiadas por homens ou por mulheres.

“A pesquisa confirma que a ascensão feminina é impulsionada por uma rede de colaboração que se torna ainda mais evidente em setores como marketing e educação, onde o apoio majoritário de mulheres ultrapassa os 50%. Esse dado é um indicativo de que, em ambientes onde a presença feminina é mais consolidada, a cultura da escada, na qual uma mulher fomenta o degrau de crescimento da próxima, torna uma engrenagem de impulso profissional”,  afirma Dhafyni Mendes, cofundadora da Todas Group.

Mulheres precisam sacrificar autocuidado para subir na carreira

A pesquisa mostra que três em cada quatro mulheres (74%) precisaram abrir mão do autocuidado, como saúde física e hobbies, para crescer profissionalmente. Essa é a principal renúncia na carreira, seguida por sacrifícios no tempo com a família (53%) e na saúde mental (53%).

As entrevistadas foram perguntadas se já sentiram que tiveram que abrir mão de algo importante na vida para ascender na carreira. Elas podiam escolher até três das opções apresentadas. Na comparação com as respostas de pesquisa similar da Nexus e da Todas Group em fevereiro de 2025, a maior diferença notada é na porcentagem que disse ter renunciado a relacionamentos afetivos — alta de seis pontos percentuais, de 14% para 20%, em um ano.

Também se destaca o aumento de quatro pontos percentuais nas citações a vida social e lazer (de 33% para 37%) e de três pontos percentuais a autocuidado (de 71% para 74%) e a tempo com a família (de 50% para 53%). Além disso, 8% citaram que precisaram abrir mão de cuidados com pais ou idosos, item que não foi mencionado no ano anterior.

“A pesquisa acende um alerta sobre o alto custo pessoal da liderança feminina no Brasil. Quando 74% das mulheres afirmam ter aberto mão do autocuidado e mais da metade sacrificaram a saúde mental e o tempo com a família para ascender profissionalmente, fica claro que o sucesso na carreira ainda exige renúncias desproporcionais. Os dados reforçam que as estruturas corporativas precisam evoluir para que o crescimento não seja sinônimo de exaustão ou isolamento”, observa a gerente de Pesquisas da Nexus, Ana Lemos.

A percepção de que foi preciso abrir mão de tempo com a família para crescer na carreira é maior entre as mulheres de 41 a 59 anos, chegando a 60% nessa faixa etária. Já as que têm de 25 a 40 anos citaram a saúde mental (58%) mais do que as mulheres de outras faixas etárias. As mais jovens, de 18 a 24 anos, notaram mais perdas do que a média na vida social e no lazer (50%) e em relacionamentos afetivos (32%).

Mulheres de 60 anos ou mais percebem ter sacrificado mais do que a média o tempo com a família (56%), os relacionamentos afetivos (31%), a estabilidade financeira (18%) e, em destaque, o cuidado com pais ou idosos (16%, o dobro da média geral). Uma parcela menor das mulheres idosas cita ter aberto mão da saúde mental — citada por 25% nessa faixa etária, menos da metade da média geral.

No recorte entre os cargos, as presidentes, vice-presidentes, CEOs e sócias se destacaram com 62% afirmando que precisaram abrir mão de tempo com a família e 23% citando prejuízos em relacionamentos afetivos. Em contrapartida, elas foram as que menos mencionaram saúde mental (41%), que foi destaque principalmente para especialistas e analistas (60%). Os sacrifícios no autocuidado foram mais percebidos por diretoras e heads e área (79%).

Metodologia

A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados e a Todas Group entrevistaram 1.534 mulheres entre os dias 06 e 22 de fevereiro de 2026. A pesquisa foi conduzida por meio online, com disparos para a base de 25.000 mulheres cadastradas pela Todas Group, todas de grandes empresas e startups com operação no Brasil.

SOBRE A TODAS GROUP

Todas Group é um  ecossistema completo que o Recursos Humanos precisa para treinar, engajar e reter lideranças femininas. A empresa lidera a capacitação de mulheres nas empresas latino-americanas por meio de mentoria, cursos, eventos e plataforma digital. A Todas tem a missão de ajudar a transformar as lideranças femininas na América Latina.

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