Baixa renda exige Saúde e Educação; topo da pirâmide foca em Economia e Corrupção

estudos divulgados

No cenário nacional, prioridade dos brasileiros é Saúde

A renda familiar revela as diferenças nas prioridades eleitorais para a corrida presidencial de 2026, mostram os dados da nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda (31): enquanto a base socioeconômica cobra serviços públicos de proteção social, os segmentos de maior renda voltam suas atenções para a gestão macroeconômica e a integridade institucional.

Analisando a comparação por faixas de renda familiar disposta na pesquisa, as prioridades do eleitorado aparecem da seguinte forma:

  • Até 1 Salário Mínimo: Exibe uma demanda avassaladora por Saúde, apontada por 58% dos eleitores desse grupo como a área prioritária a ser defendida pelos candidatos — o maior índice de todo o levantamento e 19 pontos percentuais acima da média nacional, de 39%. A Educação surge em segundo lugar (34%), seguida pela Segurança pública (30%), Combate à corrupção (24%), Crescimento da economia (18%), Diminuição da desigualdade social (10%) e Redução do custo de vida (10%).
  • De 1 a 2 Salários Mínimos: Mantém a Saúde no topo isolado com 52% das citações, seguida pela Segurança pública (34%), Combate à corrupção (32%), Educação (21%), Crescimento da economia (16%), Redução do custo de vida (13%) e Diminuição da desigualdade social (11%).
  • De 2 a 5 Salários Mínimos: Apresenta um cenário de maior equilíbrio entre as pautas sociais e institucionais. O Combate à corrupção lidera com 33%, seguido de perto pela Saúde (32%), Segurança pública (31%), Educação (29%) e Crescimento da economia (25%).
  • Mais de 5 Salários Mínimos: O panorama se inverte: o Combate à corrupção desponta como a maior prioridade (34%), acompanhado de perto pelo Crescimento da economia (32%) e pela Segurança pública (30%). A Educação registra 27%, enquanto a Saúde cai para o menor patamar do levantamento neste segmento (24%). Pautas como Diminuição da desigualdade social somam 15%, Redução do custo de vida atinge 10%, Soberania nacional chega a 9% e Defesa da democracia marca 7%.

“A segmentação por renda evidencia como a vulnerabilidade econômica molda a exigência do eleitor”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. “Na base da pirâmide, a dependência direta do SUS e da escola pública faz com que Saúde e Educação sejam tratadas como questões de sobrevivência familiar. À medida que a renda aumenta, a urgência sobre esses serviços reduz e o eleitor passa a priorizar o ambiente de negócios, o desempenho econômico e a transparência no combate à corrupção”, conclui.

A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.005 pessoas entre os dias 28 e 30 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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