Entre quem estudou até o Ensino Superior chega a 32% os brasileiros que acreditam em uma opção fora do eixo Lula-Bolsonaro; na população geral, índice é de 22%
A preferência por um candidato da chamada “terceira via”, que não seja apoiado nem por Lula, nem por Jair Bolsonaro, alcança 22% dos brasileiros e se concentra fortemente entre os eleitores com maior nível de instrução, jovens e trabalhadores do setor formal.
Segundo os dados da nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda (27), no quadro geral, 39% dos entrevistados declaram preferir a eleição do presidente Lula, 35% optam por Flávio Bolsonaro ou outro nome indicado pela família Bolsonaro, 1% prefere branco, nulo ou nenhum e 3% não souberam ou não responderam.
O desejo por um nome independente atinge seu maior eleitorado entre os brasileiros com Ensino Superior, chegando a 32%. O índice cai para 22% entre quem estudou até o Ensino Médio e 16% entre brasileiros que estudaram até o Ensino Fundamental.
Na segmentação por faixa etária, chega a 30% os eleitores entre 16 e 24 anos que preferem uma opção fora dos dois polos, acompanhados por 29% na faixa dos 25 a 40 anos. Em contrapartida, entre os eleitores com mais de 60 anos, apenas 13% desejam uma alternativa neutra, enquanto 51% declaram preferência por Lula.
Entre os trabalhadores com vínculo formal (PEA formal), 28% buscam um candidato que não seja nem Lula, nem Bolsonaro, frente a 23% na PEA informal e 16% entre os não economicamente ativos (Não PEA).
A “terceira via” atinge ainda percentuais altos entre eleitores sem religião (28%) e na faixa de renda de mais de 5 salários mínimos (26%). Na parcela de renda mais baixa (até 1 S.M.), a opção representa 17%.
“A demanda por uma alternativa política independente dos dois principais polos nacionais não se distribui de maneira uniforme na sociedade“, explica Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. “Ela é impulsionada principalmente pela classe média urbana, pelos jovens e pelos eleitores com ensino superior completo — estratos mais receptivos ao discurso de renovação. Em contrapartida, as parcelas de menor renda, menor escolaridade e de idade mais avançada permanecem consolidadas na divisão tradicional entre o governismo e o bolsonarismo.”
A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.004 pessoas entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01489/2026.
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