No cenário nacional, 86% pretendem assistir aos debates
A grande maioria do eleitorado brasileiro (86%) declara intenção de acompanhar os debates entre os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. No cenário geral, metade (50%) pretende assistir aos encontros exclusivamente ao vivo (pela TV, rádio ou internet), 28% planejam acompanhar de forma híbrida (ao vivo e por “cortes” nas redes sociais) e 8% acompanharão apenas pelos vídeos curtos após as transmissões. Apenas 13% afirmam que não pretendem assistir e 1% não soube responder.
A análise do perfil e dos hábitos de consumo detalhada na pesquisa expõe variações marcantes entre os recortes sociodemográficos:
- Escolaridade e Renda: O nível de interesse atinge seu ápice entre os eleitores de Ensino Superior, no qual 91% pretendem acompanhar os debates (43% só ao vivo e 41% no formato híbrido), com apenas 9% declarando desinteresse. Em contrapartida, no Ensino Fundamental, a taxa de rejeição sobe para 17%, e a preferência pelo acompanhamento exclusivo ao vivo chega a 55% (com 18% no formato híbrido). Na faixa de renda de até 1 salário mínimo, 59% assistirão unicamente ao vivo.
- Faixa Etária: Os jovens de 16 a 24 anos registram a menor taxa de desinteresse do país (apenas 8% “não”), destacando-se pela forte adesão às plataformas digitais: 40% acompanharão ao vivo e por cortes nas redes e 10% verão apenas os cortes. Já entre a população com mais de 60 anos, 58% acompanharão unicamente ao vivo e 16% não pretendem assistir.
- Ocupação: Os eleitores desocupados lideram o consumo combinado, com 44% afirmando que acompanharão tanto as transmissões ao vivo quanto os cortes curtos nas redes sociais.
- Região: O Sul registra a maior taxa de mobilização do território nacional, com apenas 7% de desinteresse, 56% de audiência exclusiva ao vivo e 30% no modelo combinado. O Norte/Centro-Oeste apresenta a maior taxa de não acompanhamento (15%).
“O debate presidencial permanece como o evento central de atenção política do país, mas a forma de consumi-lo reflete uma transição geracional e socioeconômica importante”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. “Enquanto o eleitorado mais sênior e de menor renda mantém a tradição da audiência contínua e ao vivo, a juventude e as classes mais escolarizadas utilizam a dinâmica dos cortes de redes sociais para complementar ou até substituir a transmissão tradicional, exigindo das campanhas uma estratégia em tempo real para os dois ecossistemas”, conclui.
A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.003 pessoas entre os dias 14 e 16 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
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