Gastos com saúde e perda de trabalho são os principais motivos de endividamento entre quem ganha menos

estudos divulgados
Despesas essenciais geram endividamento maior entre quem recebe até um salário mínimo; já quem tem maior renda se aperta com financiamentos e compras parceladas

Para os brasileiros na base da pirâmide econômica, o endividamento não é uma questão de consumo supérfluo. Segundo a pesquisa BTG/Nexus, entre quem ganha até um salário mínimo, os gastos com saúde e a perda de emprego pesam significativamente mais do que na média nacional como causas para o aperto financeiro.

Enquanto a média nacional cita gastos com saúde como motivo de dívida em 32% dos casos, o índice sobe para 41% entre os que ganham até um salário mínimo e diminui conforme a renda aumenta: São 37% entre quem ganha de 1 a 2 salários mínimos, 30% de 2 a 5 salários mínimos e são motivos de endividamento para 19% dos brasileiros que recebem acima de 5 S.M.

A mesma coisa acontece no desemprego. Para 22% dos brasileiros que ganham até um salário mínimo, a perda de emprego próprio ou de alguém da família é motivo de dívida. A média geral é de 13%.

Os gastos do dia a dia, como alimentação e contas fixas, seguem como o principal motivo de dívida para todos os brasileiros (50%) e, nesse grupo, atinge quase metade (48%) dos entrevistados.

Já na parcela da população que ganha mais, acima de 5 salários mínimos, o segundo maior motivo de endividamento depois dos gastos do dia a dia (49%), são as compras parceladas ou financiamentos de bens de consumo, resposta de 35% dos entrevistados, em seguida aparece queda na renda mensal (20%).

“Os brasileiros que ganham menos se endividam com gastos essenciais. Essas despesas não são opcionais e, muitas vezes, se repetem por vários meses, fazendo com que essas dívidas se tornem cada vez maiores. O impacto da perda de emprego nesse segmento também é mais significativo sobre o endividamento do que em setores com maior renda, dificultando a quitação delas”, aponta o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.

A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.028 pessoas entre os dias 24 e 26 de abril. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01075/2026.

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