Enquanto 36% dos eleitores sinalizam piora por influência direta do presidente Lula, 34% relatam melhora atribuída à gestão federal
A avaliação sobre a evolução do poder de compra das famílias brasileiras desde 2023 mostra uma divisão no país. Segundo a nova rodada de pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda (14), 36% dos eleitores afirmam que seu poder de compra piorou nos últimos três anos por influência direta do governo Lula, enquanto 34% apontam melhora atribuída às ações da gestão federal. Outros 19% consideram que a situação está igual, 6% sentiram perda de poder de compra por motivos alheios ao governo e 3% registraram ganho independente da atuação governamental (2% NS/NR).
O detalhamento dos dados expõe o seguinte:
A perda de poder de compra atribuída ao governo federal atinge maioria absoluta na região Sul (51%), além de registrar níveis críticos entre os trabalhadores da PEA formal (46%), eleitores com Ensino Superior (46%), evangélicos (44%), homens (43%) e na faixa de renda acima de 5 salários mínimos (42%). No segmento de 25 a 40 anos, a percepção de piora governamental alcança 41%.
Na outra ponta, a sensação de ganho no poder de compra desde 2023 atribuída à Lula se concentra entre as pessoas sem religião (46%), no Nordeste (46%), na faixa de renda de 1 a 2 salários mínimos (41%), entre eleitores com Ensino Fundamental (40%), mulheres (37%) e jovens de 16 a 24 anos (37%).
A pesquisa reflete ainda um contraste importante no mercado de trabalho: Enquanto trabalhadores formais (PEA formal) registram saldo amplamente negativo com o governo federal (46% piorou por influência governamental vs. 31% melhorou), a PEA informal apresenta saldo positivo (36% melhorou por infl. gov. vs. 30% piorou). Entre os desocupados, a soma dos que relatam perda no poder de compra chega a 52% (32% por culpa do governo e 20% por outros fatores).
A análise por renda, mostra que a faixa de 1 a 2 salários mínimos reúne o principal contingente de brasileiros que atribuem ao governo federal a melhora no poder de compra, resposta de 41%. Já na base da pirâmide (até 1 salário mínimo), predomina um cenário de contenção: 29% apontam piora por influência do governo, 27% dizem que o poder de compra está igual e 24% viram melhora por causa do governo.
“A análise do poder de compra reflete a percepção econômica do brasileiro e expõe a divisão eleitoral. Enquanto o governo federal tem saldo positivo entre as mulheres, no Nordeste e nas classes mais baixas, enfrenta desgaste no mercado formal de trabalho, na classe média alta e no Sul”, aponta o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.
Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.003 pessoas entre os dias 11 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
CONTATO PARA A IMPRENSA
Rodrigo Caetano – (61) 99961-3021
Lara de Faria – (21) 99233-4558
Alessandra Azevedo – (61) 99838-4808
Receba a nossa newsletter gratuita diária, clicando aqui.
Saber logo pela manhã o que está bombando nas redes sociais pode te ajudar a tomar uma série de decisões importantes para seu cliente. Esses dados estão na NEXUS TRENDS!