Percepção na capacidade de poupar e investir muda de acordo com perfil do brasileiro

estudos divulgados

Enquanto índice aponta saldo positivo para o governo entre quem ganha menos, classe média atribui à gestão federal menor capacidade de investimento

A nova rodada de pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda (14), aponta um equilíbrio entre a percepção de brasileiros sobre sua capacidade de poupar e investir nos últimos anos. Os dados mostram que 28% atribuem ao governo federal a piora na sua capacidade de poupar dinheiro ou realizar investimentos desde 2023, percentual bem próximo dos 27% que acham que a capacidade de poupar melhorou e que creditam essa melhora ao governo do presidente Lula. Outros 27% consideram que a situação permanece igual. Um total de 8% sentiu piora sem responsabilidade do governo, enquanto 3% relataram melhora por outros fatores (6% NS/NR).

A segmentação desses dados revela que a capacidade de poupar afeta de forma mais aguda a classe média e o mercado formal, enquanto quem ganha menos e os mais velhos apontam melhorias.

No Sul, chega a 48% a responsabilização do governo pela perda da capacidade de poupar. Percentual alto também entre os eleitores evangélicos (36%), no mercado de trabalho formal (PEA formal, 35%), entre pessoas com Ensino Superior (37%) e na faixa de renda superior a 5 salários mínimos (32%). Os homens (33%) também penalizam mais o governo do que as mulheres (25%).

Já a percepção de melhora na capacidade de guardar dinheiro impulsionada pelo governo é maior que a média nacional entre eleitores sem religião (40%), moradores do Nordeste (36%), maiores de 60 anos (27% melhorou vs. 22% piorou) e a faixa de renda de 1 a 2 salários mínimos (29% vs. 23%). As mulheres também registram saldo positivo (29% vs. 25%).

Na faixa de renda mais vulnerável (até 1 salário mínimo), a incapacidade de poupar é a regra estrutural: 30% afirmam que a situação “está igual”, 22% apontam melhora por ação do governo, 21% veem piora por influência governamental e 14% relatam piora por outros fatores. Neste estrato, 10% não souberam responder.

A parcela dos desocupados apresenta o maior índice de degradação da poupança sem culpa do governo: 21% afirmam que a situação piorou por fatores alheios à gestão, somando-se aos 25% que culpam o governo federal (totalizando 46% de piora geral). Apenas 23% relatam melhora por ação do governo.

A capacidade de poupança é um termômetro sensível do poder de compra real“, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. “Os dados mostram que enquanto a base da pirâmide (1 a 2 salários mínimos) consegue respirar minimamente, o eleitor com carteira assinada e maior escolaridade sente menos sobra no orçamento e responsabiliza diretamente o governo federal por isso“, conclui.

A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.003 pessoas entre os dias 11 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

SOBRE A NEXUS

A Nexus é uma empresa da FSB Holding que atua em pesquisa de opinião e inteligência de dados para transformar informações em diagnósticos precisos e relevantes. Aqui, dados ganham significado. A Nexus integra o mais completo ecossistema de gestão de reputação da América Latina e combina a sensibilidade humana à tecnologia, incluindo inteligência artificial.

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