Preocupação com a economia têm foco distinto entre diferentes classes no Brasil

estudos divulgados

Enquanto quem ganha mais foca sua atenção ao crescimento do país, brasileiros de menor renda se preocupam com inflação e preço do mercado

A nova rodada de pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda (21), mostra que a preocupação com a economia é prioridade para mais de um quinto dos brasileiros. Segundo os dados, 22% da população consideram as pautas econômicas — soma entre a preocupação com o baixo crescimento econômico (13%) e a preocupação com a inflação ou o alto custo de vida (9%) — como o principal problema do Brasil na atualidade. A importância desta pauta, porém, varia de acordo com a idade, os rendimentos e a escolaridade do brasileiro.

A preocupação com o rumo da economia atinge o seu pico entre os mais jovens, mobilizando 33% dos eleitores entre os 16 e os 24 anos. O tema ganha igual atenção no topo da pirâmide social e educacional: é a principal prioridade para 29% das pessoas com Ensino Superior e para 28% daqueles que ganham mais de 5 salários mínimos, além de mobilizar 29% do eleitorado sem religião. Por outro lado, a pauta perde força de forma acentuada entre os mais velhos (17% entre os maiores de 60 anos), entre a população com apenas o Ensino Fundamental (17%) e entre os beneficiários do programa Bolsa Família, onde atinge apenas 13% das menções (contra 23% entre os não beneficiários). Os homens (24%) também priorizam mais a pauta econômica do que as mulheres (21%).

A pesquisa mostra ainda a diferença das preocupações econômicas de acordo com cada classe social: na base da pirâmide, entre quem ganha até 1 salário mínimo, é a inflação e o custo de vida o que mais aflige os brasileiros (12%), o dobro da preocupação em relação ao baixo crescimento do país (6%). Já a elite econômica, que ganha mais de 5 salários mínimos, se preocupa 3 vezes mais com o baixo crescimento do Brasil (21%) do que com a inflação (7%).

Os eleitores que ganham mais e têm maior escolaridade se preocupam com a macroeconomia, focada no crescimento do país. Já nas classes mais vulneráveis, é a economia do dia a dia que ganha atenção, com a inflação e o preço dos produtos no mercado”, aponta o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.

A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.006 pessoas entre os dias 18 e 20 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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